Famílias ficam anos na fila do Minha Casa Minha Vida

O déficit habitacional no Brasil é muito grande, principalmente nas famílias de baixa renda. Por conta disso a fila de espera por imóveis da faixa I do Minha Casa pode levar anos.

Quanto anunciado o programa habitacional Minha Casa Minha Vida trouxe muitas esperanças para os brasileiros que planejam sair do aluguel, no ano eleitoral diversos municípios tiveram mutirões de inscrições no MCMV. O tempo passou e infelizmente o sonho de sair do aluguel não se tornou realidade para milhões de famílias. Infelizmente as famílias de baixa renda dependem do quesito “sorte” para conseguir sair do aluguel, visto que o processo de seleção é realizado democraticamente através de sorteios.


Dentre os Brasileiros está Maria de Fátima da Silva de 69 anos, ela é inscrita do Minha Casa Minha Vida na cidade de São Paulo há mais de cinco anos, esperançosa ela ainda agredida que será sorteada, - se Deus quiser ainda vou ter minha casa própria.

O déficit habitacional do país está concentrado principalmente nas famílias de baixa renda, que são aquelas cujo rendimento bruto familiar é de até hum mil e seiscentos reais. Para esse grupo as condições de pagamento são diferenciadas, a parcela máxima da casa ou apartamento é de R$ 80 reais, todo o valor restante é subsidiado com os recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

A faixa I possui características que a diferem de todas as demais faixas, além da parcela extremamente barata os beneficiários não são submetidos a análise de risco, com isso até aqueles que têm o “nome sujo” conseguem ser beneficiados caso sejam sorteados. Como a faixa I trabalha com famílias de baixa renda, não é necessário comprovar renda, visto que a maioria dos beneficiários são autônomos.

Não conte apenas com a sorte!

A sorte é um requisito fundamental na faixa I do Minha Casa Minha Vida já que a seleção é feita por meio de sorteio. Porém a faixa II e III é destinada para famílias que ganham acima de R$ 1,6 mil, através dela não é necessário aguardar ser sorteado, basta financiar direto pela Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil.

A segunda e terceira faixa possui a mesma burocracia de um financiamento pois o subsídio é menor. A composição da renda para o financiamento pode ser feita entre mais de um integrante e o subsídio do governo pode chegar a até R$ 25 mil.

Por ser uma faixa mais com subsídio menor e com características mais parecidas com a de um financiamento imobiliário convencional, pode ser necessário dar entrada, o que acaba sendo exigido para a maioria dos financiamentos.
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